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Sobre a esperança.

Sabe qual é a real? É que parece que a gente se esqueceu de como é a verdadeira sensação de quando algo bom está chegando. É isso que parece. Parece que o mundo vive só pelas sextas feiras e sábados. Parece que cada vez mais, menos gente consegue ser feliz de segunda a quinta feira. E isso é curioso, se tu parar para pensar: porque nesse calendário existem muito mais tempo de infelicidade, do que tempo de alegria. Serio, não faz sentido. E não que muita coisa nesse grão de areia que flutua na via-lactea, faça algum sentido. Não faz. Mas mesmo assim, parece que nossos porões estão tão cheios de incoerência estão tão sobrecarregados que estão transbordando. Que dos nossos rolas dos chuveiros e dos vasos sanitários, a maluquice começa a escorrer. E escorre pelo chão dos banheiros até a sala de jantar. E acaba escorrendo pela porta de entrada e saindo para a rua. E a gente vive com os sapatos e as camas sujas sem conseguir se limpar. E fica reclamando que essa bosta é uma merda. E que tá t...

Você segue o caminho ou é o caminho que te segue?

Não sei, de verdade. Mas tem vezes que parece que o caminho me guia mais que os meus pés. Provavelmente todo mundo se sente assim, em algum momento. Toca Of Monsters and Men no meu fone de ouvido. Enquanto meus pés dançam a dança que meu corpo não os deixa dançar. Permanecendo sentado como uma mãe que diz aos filhos: "- Agora não crianças... Tenho mais o que fazer...". Nossos pés são sábios. Eles sabem que o tempo é curto. Nossas imaginações são como janelas para o universo. Onde tudo é possível. Até, viver para sempre. E assim, convencendo o resto do corpo, que mesmo por um momento possamos viver para sempre, nossas mentes nos prendem em instantes que se transformam em dias. Dias que engordam até meses. Meses que se soldam a décadas. E décadas que se passam em instantes. "- Ainda ontem eu tinha 20 e poucos..." - escuto. "- Mas agora te faltam 5 para quarenta!" - respondo. Silêncio. Eu deveria me calar. Devia ficar quieto e fechar os olhos com o rosto no...

Sobre as primeiras vezes.

Eu queria começar com uma frase do tipo: a vida é mesmo uma safada. Mas isso seria lido como se eu tivesse escrevendo com raiva. Ou algo do gênero. Não que eu me importasse com o que seria dito. Isso sempre me importou muito pouco, é mais a ideia de mudar o tom dos textos. Esse é o primeiro texto que eu publico em um blog diferente do Murro na cara. E duvido que qualquer um que leia esse texto, já tenha lido algum daqueles textos. Confuso, sim. Normal. Tanto que a frase que eu havia planejado muda pelo anúncio do desejo de ter começado com ela. O que obviamente, não permite que o texto comece dessa forma. É, a vida é mesmo uma safada. Ela se recusa a te ensinar sobre as primeiras vezes. A vida não se importa se tu percebe que as primeiras vezes vão acontecer ou não. De fato ela se diverte com as possibilidades. Sim, se diverte mesmo. Como quem assiste a um filme ela diz: "- Morte, vem aqui ver o otário do Leandro escrevendo sobre as primeiras vezes, olha só hahahaha...". Ou...