Você segue o caminho ou é o caminho que te segue?
Não sei, de verdade. Mas tem vezes que parece que o caminho me guia mais que os meus pés. Provavelmente todo mundo se sente assim, em algum momento.
Toca Of Monsters and Men no meu fone de ouvido. Enquanto meus pés dançam a dança que meu corpo não os deixa dançar. Permanecendo sentado como uma mãe que diz aos filhos:
"- Agora não crianças... Tenho mais o que fazer...".
Nossos pés são sábios. Eles sabem que o tempo é curto. Nossas imaginações são como janelas para o universo. Onde tudo é possível. Até, viver para sempre. E assim, convencendo o resto do corpo, que mesmo por um momento possamos viver para sempre, nossas mentes nos prendem em instantes que se transformam em dias. Dias que engordam até meses. Meses que se soldam a décadas. E décadas que se passam em instantes.
"- Ainda ontem eu tinha 20 e poucos..." - escuto.
"- Mas agora te faltam 5 para quarenta!" - respondo.
Silêncio.
Eu deveria me calar. Devia ficar quieto e fechar os olhos com o rosto no sol. Sentindo o doce suor da satisfação escorrer pelo meu corpo. Como em um sonho bom de verão. Como das vezes que já falei em um gramado de grama verde viva e aparada. Com um céu azul de brigadeiro até o infinito do horizonte. Distante de tudo que te leva para baixo. Com uma brisa agradável no ar. E todas as companhias gentis que tu possas querer ao teu redor. Taças de vinhos tilintando, enquanto flautas transversais e doces dialogam. E risadas distantes que se aproximam e continuam a caminhar para longe. Se eu fechar meus olhos, é ali que estou. Conversando com essas pessoas e me deixando ser. Vou confessar: eu acho que eu escrevo, para poder me transportar para esse lugar. Sem escrever, dificilmente eu consigo em encontrar aqui. Porque nesse exato momento, a verdade é que eu posso até sentir as folhas da grama por entre os dedos dos meus pés. Eu posso sentir o cheiro molhado da terra. E realmente escuto uma risada amiga que se aproxima e se distância. Como o sol e a lua em uma balé cósmico que não leva a lugar nenhuma além da rotação. Constante. Hipnotizante. Cativante. E extremamente complexa.
Mas nunca dura muito tempo esse estado.
Minha coluna reclama da posição, meus pés dormiram e meus olhos que parecem não piscar a 3 semanas lacrimejam. Não é a dor, mas meu corpo é dragado de volta a um escritório. Talvez seja o final da música que eu escutava.Talvez seja o anúncio idiota que o youtube mete entre as minhas musicas. Talvez, sei lá, seja só o fim do tempo que eu tinha para gastar ali. E aqui eu me vejo, como um ser humano arrogante que foi convencido pela sua própria mente que esse momento duraria para sempre.
A mente é um bicho perverso. Ela te manipula. Te deixa sob o controle dela. Calando todas as outras vozes ao teu redor. Com força mesmo. Sem muito jeito.
Sem jeito nenhum na verdade.
Quer a prova?
Minha mente arranjou um jeito de terminar isso e me levar para o meu próprio carro.
E você não vai gostar do final...
Toca Of Monsters and Men no meu fone de ouvido. Enquanto meus pés dançam a dança que meu corpo não os deixa dançar. Permanecendo sentado como uma mãe que diz aos filhos:
"- Agora não crianças... Tenho mais o que fazer...".
Nossos pés são sábios. Eles sabem que o tempo é curto. Nossas imaginações são como janelas para o universo. Onde tudo é possível. Até, viver para sempre. E assim, convencendo o resto do corpo, que mesmo por um momento possamos viver para sempre, nossas mentes nos prendem em instantes que se transformam em dias. Dias que engordam até meses. Meses que se soldam a décadas. E décadas que se passam em instantes.
"- Ainda ontem eu tinha 20 e poucos..." - escuto.
"- Mas agora te faltam 5 para quarenta!" - respondo.
Silêncio.
Eu deveria me calar. Devia ficar quieto e fechar os olhos com o rosto no sol. Sentindo o doce suor da satisfação escorrer pelo meu corpo. Como em um sonho bom de verão. Como das vezes que já falei em um gramado de grama verde viva e aparada. Com um céu azul de brigadeiro até o infinito do horizonte. Distante de tudo que te leva para baixo. Com uma brisa agradável no ar. E todas as companhias gentis que tu possas querer ao teu redor. Taças de vinhos tilintando, enquanto flautas transversais e doces dialogam. E risadas distantes que se aproximam e continuam a caminhar para longe. Se eu fechar meus olhos, é ali que estou. Conversando com essas pessoas e me deixando ser. Vou confessar: eu acho que eu escrevo, para poder me transportar para esse lugar. Sem escrever, dificilmente eu consigo em encontrar aqui. Porque nesse exato momento, a verdade é que eu posso até sentir as folhas da grama por entre os dedos dos meus pés. Eu posso sentir o cheiro molhado da terra. E realmente escuto uma risada amiga que se aproxima e se distância. Como o sol e a lua em uma balé cósmico que não leva a lugar nenhuma além da rotação. Constante. Hipnotizante. Cativante. E extremamente complexa.
Mas nunca dura muito tempo esse estado.
Minha coluna reclama da posição, meus pés dormiram e meus olhos que parecem não piscar a 3 semanas lacrimejam. Não é a dor, mas meu corpo é dragado de volta a um escritório. Talvez seja o final da música que eu escutava.Talvez seja o anúncio idiota que o youtube mete entre as minhas musicas. Talvez, sei lá, seja só o fim do tempo que eu tinha para gastar ali. E aqui eu me vejo, como um ser humano arrogante que foi convencido pela sua própria mente que esse momento duraria para sempre.
A mente é um bicho perverso. Ela te manipula. Te deixa sob o controle dela. Calando todas as outras vozes ao teu redor. Com força mesmo. Sem muito jeito.
Sem jeito nenhum na verdade.
Quer a prova?
Minha mente arranjou um jeito de terminar isso e me levar para o meu próprio carro.
E você não vai gostar do final...
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